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Sub-Comissão de Mídia Reúne Artistas e Intelectuais no RJ

Com a participação do senador Abdias do Nascimento, presidente de Honra do Conneb, da atriz e titular da Superintendência da Igualdade Racial do Rio de Janeiro, Zezé Motta, além de várias personalidades da militância, intelectualidade e meio artístico, o evento, realizado no Centro Afro-Carioca de Cinema, RJ, reuniu mais ou menos 70 pessoas.

A reunião, promovida e coordenada pela Sub-Comissão de Mídia e Divulgação do Conneb, contou com o apoio do Escritório Operativo e da Comissão Executiva do RJ e cumpriu o papel de apresentar o Conneb a setores do MN que ou ainda não conhecem a proposta ou estão distantes dela.

O evento foi aberto com uma fala de boas-vindas de Regina Paiva, do MNU e da Executiva do RJ, que falou da amplitude do Conneb, da necessidade de intervenções qualificadas nas políticas públicas e convidou, todas e todas, a somarem força na construção deste processo.

Já Yedo Ferreira, do MNU/RJ e um dos idealizadores do Conneb falou um pouco do processo histórico da construção do Congresso e de seu papel hoje como um espaço representativo, amplo, democrático e participativo das organizações negras. Yedo ainda ressaltou as datas históricas que fazem do Conneb um momento importante, como o centenário de Solano Trindade (Patrono do Conneb), os 30 anos de fundação do MNU, os 60 anos da Declaração de Direitos Humanos entre outros temas.

Reginaldo Bispo, do MNU/SP e membro da Sub-Comissão de Mídia, deixou clara que a participação de artistas e intelectuais deve se dar na percepção da construção de novos marcos teóricos para que a construção de um projeto político do povo negro para o país - tema principal do Conneb -, se dê a contento.  Bispo ainda prestou homenagem, do MNU, às personalidade e organizações parceiras que, nos últimos anos, foram importantes para as ações dessa entidade negra.

A Ebomi Conceição Reis de Ogum, do Intecab/SP e membro da Sub-Comissão de Mídia passou a palavra à Mãe Beata de Iemanjá que pediu a força dos Orixás na construção política do Conneb.

A última fala foi do senador Abdias do Nascimento que fez um breve histórico de sua longa atuação política no campo da defesa da militância étnico-racial e da luta contra o racismo e ressaltou a importância de iniciativas como o Conneb.

O evento foi encerrado com uma fala de despedida de Zózimo Bulbul, presidente do Centro Afro-Carioca de Cinema e contou com as presenças de pessoas como o senhor Martvs Chagas, da Seppir; Wanda Ferreira, da Petros; professora Helena Theodoro do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro (Cedine), entre tantas outras importantes personalidades negras do Rio de Janeiro.

Creditos:

 Organização: Sub-Comissão de Mídia e Divulgação do Conneb

Apoio: Escritório Operativo e Comissão Executiva do RJ

Cessão do local: Centro Afro-Carioca de Cinema

Produção: Naira Fernandes e Adriana Baptista

Fotografias: Ierê Ferreira

Veja abaixo as fotos do evento:

Evento Comissão de Mídia

Venenos e Antídotos ao Conneb

Edson França*

 

No dia 13 de Janeiro de 2007, no Rio de Janeiro, o movimento negro brasileiro realizou a primeira Assembléia Nacional para chamar oficialmente o Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil – Conneb. Na ocasião estiveram presentes 14 estados e grande parte das forças políticas e organizações que hoje compõe o esforço de construção desse processo político. A um ano e meio do chamado realizou-se mais duas Assembléias Nacionais e ainda não deu início ao debate que o Conneb se propõe: a construção de um projeto político da população negra para o Brasil. Um congresso de negras e negros brasileiros é uma necessidade política do movimento negro, percebida nos anos 30 do século passado, pelos ativistas negros responsável pelo Clarim da Alvorada – principal órgão da imprensa negra até então. Essa convicção não foi abandonada ao longo das últimas décadas, ao contrário, houve outras iniciativas de organização de um congresso de negro, mas com caráter vanguardista e não popular como o Conneb. De modo que se essa geração fracassar outras virão e darão conta dessa necessidade histórica dos negros e das negras brasileiras. Leia mais;

PROGRAMAÇÃO

“A primeira condição para a resistência política é unir as pessoas.”

                                         Amilcar Cabral

 

Todo congresso político que se realiza como processos de debates e tomadas de decisões durante este período também são realizadas; palestras como desdobramentos do tema principal (eixo do congresso), cursos de formação política – no caso do CONNEB para elevar o nível político da militância, seminários para que suas conclusões dêem origem a elaborações diversas e submetidas depois nos grupos temáticos de discussões e nos plenários nacionais de decisões (assembléias nacionais). Leia mais;

Dentro da Minha Participação do Projeto Político para o Povo Negro em Discussão no Seio do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil.

                                                                                José Lúcio Socialista da Silva, intelectual, membro orgânico do congresso   

Neste momento que devemos travar com toda militância as lutas de idéias dentro dos princípios dos clássicos dos marxismos a sobre as questões em voga do momento a população negra e povo negro. Nesta minha reflexão e contrapondo as posições não científicas sem conteúdos ideológicos dentro do materialismo dialético do camarada EDSON FRANÇA em seu artigo n.º 2 na página do CONNEB onde menciona população negra e omite povo negro. Trago para este espaço primeiro artigo escrito pelo professor e historiador PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINAS AUGUSTO BUONICORE, transcrevo na íntegra do VERMELHO A ESQUERDA BEM INFORMADA em 05/04/2006 A NOÇÃO MARXISTA DE POVO.

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